Atualmente, a ilha está inclusa na Área de Proteção Ambiental (APA) da Baía de Todos os Santos e abriga as unidades de conservação municipal: Parque Ecológico do Baiacu (Vera Cruz), APA Pinaúnas (Vera Cruz) e Estação Ecológica Ilha do Medo (Lei nº 08 de 27/07/91- Itaparica). Com coordenadas de 12’52’45” de latitude sul, 30’41’10” de longitude oeste e altitude média de dois metros, a Ilha de Itaparica é a maior da Baía de Todos os Santos (PERRONE,1996, p.26)

unidades de conservacao

Américo VespúcioEm língua tupi, a expressão “itaparica” significa “cerca de pedra”. A ilha foi descoberta em 1º de novembro de 1501 por Américo Vespúcio, juntamente com a Baía de Todos os Santos.

A sua ocupação deu-se a partir de um pequeno núcleo de povoamento fundado por jesuítas na contra-costa em 1560, onde hoje se localiza a vila de Baiacu – então denominada como Vila do Senhor da Vera Cruz. Nesse período foi nela iniciada a primeira plantação de cana-de-açúcar, assim como a cultura do trigo, tendo recebido os primeiros exemplares de gado bovino. Foi ainda em Baiacu que aqueles religiosos fizeram erguer a primeira obra de engenharia hidráulica da colônia: uma barragem para o suprimento de água potável e para os serviços da povoação.

A riqueza gerada nesse curto espaço de tempo levou a que Corsários ingleses atacassem a ilha já em 1597. Entre os anos de 1600 e 1647 foi invadida pelos holandeses. Durante a última destas invasões os holandeses chegaram a construir um forte, na cidade de Itaparica, denominado Forte de São Lourenço na ilha de Itaparica.

Foi em Itaparica que se assentou a primeira máquina a vapor em terras brasileiras, no engenho de Ingá-Açu.

A ilha foi emancipada de Salvador em 8 de Agosto de 1833 e elevada à cidade em 30 de julho de 1962. Posteriormente o município foi desmembrado em dois: o de Itaparica e o de Vera Cruz.

Os registros históricos sobre a ilha são riquíssimos, destacando-se a vinda, em 1510, do navegador português Diogo Álvaro Correia, o “Caramuru” que, enamorado da princesa tupinambá “Paraguaçu”, filha do cacique Taparica, desposou-a, fundamentando, a partir desta união, a junção das raças européia e indígena, formando então a primeira família genuinamente brasileira.

Gravura Tupi

Os índios Tupinambás foram os primeiros habitantes da ilha, daí a origem do seu nome. Conta uma das lendas que Itaparica vem do Tupi e significa “cerca feita de pedras”, por causa dos arrecifes que contornam toda a costa da ilha.

A sua beleza foi reconhecida desde o seu descobrimento. Em 1763, Itaparica, que era a maior ilha da colônia, chamou a atenção pelos seus 246 km² de vegetação exuberante, manguezais, restingas e belíssimas praias de águas cristalinas. Foi então incorporada aos bens da coroa, iniciando assim o seu desenvolvimento econômico com a plantação de cana de açúcar, trigo e criação de gado, ainda no século XVI. Depois veio a pesca das baleias em escala industrial, a maior atividade econômica nos séculos XVII e XVIII. Neste período, antigos e belíssimos sobrados existentes até hoje, hospedaram imperadores brasileiros, como D. Pedro I e D. Pedro II.

Lenda Indígena
Conta a lenda indígena tupinambá, que no começo do mundo, um majestoso pássaro de plumas brancas alçou vôo do centro do universo e seguiu dias e noites sem parar, à procura do paraíso para pousar. Quando avistou o local que buscava, caiu exausto sobre ele e morreu. No seu leito de morte, suas longas asas transformaram-se em praias e, no lugar em que o coração bateu, a terra abriu-se formando uma grande e profunda depressão que as águas do mar invadiram, reservando seu centro para uma ilha que seria a rainha de todas as outras. Assim nasceu Kirymuré, para os índios. A história que está nos livros conta que Américo Vespúcio vislumbrou “uma grande e bela baía” no dia 1º de novembro de 1501, e chamou-a de Todos os Santos por ser esta a homenagem do dia no calendário católico.

Caramuru

Assim nasceu a Ilha de Itaparica no imaginário de sua população nativa. Um local cheio de beleza, mistérios, magia e muitas histórias sendo contadas nos becos, nas matas, nos bares e nas varandas.

Você sabia? … Que os afamados estaleiros da Ilha de Itaparica era também empório de construções navais da colônia: ali se armou à primeira quilha da Marinha de Guerra no Brasil. Nesta época também existiam 5 destilarias de aguardente, além das fábricas de cal (nove, em meados do século XIX). Porém, a maior atividade econômica da Ilha foi à pesca da baleia, sobretudo durante os séculos XVII e XVIII, por este fato, antes de chamar-se de Itaparica era conhecida como Arraial da Ponta das Baleias.

A ilha de Itaparica está localizada a 13 km (via Ferry-boat) de Salvador e é a maior das 56 ilhas da Baía de Todos os Santos. A ilha possui mais de 40 km de praias, com abundante vegetação tropical, onde predominam exuberantes coqueirais e muita história para contar, tendo defronte a cidade de Salvador, ao longe, separada pela Baía de Todos os Santos. “A ilha”, como é carinhosamente chamada pelos seus moradores, veranistas e turistas, tem 246 km² e 55,000 habitantes distribuídos em dois municípios: Itaparica, onde se localiza a única fonte de água hidromineral a beira mar das Américas, Vera Cruz,Catarina Paraguaçú que se dá o luxo de ter a sede com outro nome, assim: Vera Cruz, capital: Mar Grande.

Entre Itaparica, sede do município e Cacha Pregos, pontos extremos da costa da ilha, existem praias belíssimas com ótimas condições para banho e segurança. Uma linha de recifes lhe serve de quebra mar, diminuindo a força das ondas e formando um viveiro natural de polvos, lagostas e outros mariscos. A maioria destas praias tem águas rasas, mansas e mornas.

A ilha dispõe e oferecem serviços de qualidade em todos os níveis – restaurantes com deliciosos frutos do mar, passeios de barco, pára-quedismo e uma infinidade de opções de entretenimentos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_de_itaparica

 

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